dr robert meves post hernia de disco
dr robert meves post hernia de disco

Hérnia de Disco

O Dr Robert Meves fala sobre Hérnia de Disco, causas e tratamentos.

Assista ao vídeo e saiba mais sobre este importante assunto.

“Meu nome é Robert Meves e atualmente sou professor da Santa cla de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira de coluna.”

“E hoje eu gostaria de debater sobre um tema muito frequente no consultório que é a herne de disco intervertebral.”

“E porque muitas vezes esse diagnóstico assusta o paciente.”

“Hoje, nós temos uma um excesso de indicação da ressonância magnética.”

“E é um exame que muitas vezes mostra falso positivos.”

“O que é o falso positivo?”

“São alterações no diagnóstico, no laudo da ressonância, que acabam assustando o paciente e nada mais é do que, muitas vezes, um achado natural do envelhecimento da coluna vertebral.”

“Lembrar que a coluna vertebral é formada pelo pela Unidade Funcional, que é representada por uma vértebra, disco vertebral e uma vértebra adjacente.”

“Quando existe alguma doença, algum desalinhamento nessas estruturas, muitas vezes, o paciente pode apresentar dor nas costas com irradiação.”

“O disco intervertebral funciona como um amortecedor.”

“Por volta dos 25, 30 anos é natural que existe uma perda de líquido dessa estrutura.”

“E nos exames de imagem, na ressonância magnética em especial, apresenta-se uma alteração da coloração desse disco. Ele fica mais enegrecido”

“Isso vem no laudo e isso assusta muitas vezes o paciente.”

“O que a gente tem que ilustrar é a respeito da história natural do envelhecimento da coluna vertebral.”

“Por volta dos 30, 35 anos de idade é natural que esse disco perca um pouco de água.”

“Então o exame é muito sensível, que é a ressonância magnética, vai mostrar um disco mais enegrecido.”

“Lembrar que também faz parte desse envelhecimento natural as protusões.”

“E que, em muitos casos, a fragmentações dos discos intervertebrais ou a protusão maior desse disco intervertebral é a hérnia de disco.”

“A hérna de disco.”

“Quando que a hérnia de disco, do laudo do exame de imagem, tem que ser valorizada?”

“Sempre quando tem uma correlação com a queixa do paciente.”

“Se o paciente tem uma dor de nervo, aquele nervo está sendo pinçado pelo disco intervertebral.”

“O paciente vai ter dor, muitas vezes associada a formigamento.”

“Uma dor relevante, muito importante nos membros.”

“Eu sempre exemplifico, gosto de exemplificar, que é a dor do dente que é irradiado pro braço ou para a perna, porque é uma dor neuropática, uma dor do nervo.”

“E é uma dor que muitas vezes assusta o paciente.”

“Nessa situação específica, quando você solicita o exame com base no exame clínico, e se verifica que é uma hernia de disco, aí sim requer o tratamento.”

“Quais são os tipos de hérnia de disco?”

“A hérrnia de disco pode ser Protusa, quando existe apenas um aumento de volume desse disco intervertebral em torno do canal vertebral.”

“Ela pode ser Extrusa, quando vem no laudo extrusa.”

“Significa que rompeu um pedaço desse disco e esse pedaço do disco intervertebral irrita ou leva a dor na raiz nervosa.”

“Ou ela pode ser Sequestrada.”

“São hérnias que são os que o disco intervertebral extrui, solta e vai pro interior do canal vertebral.”

“E se vier esse laudo de hérnia de disco?

“Isso já é um indicativo da necessidade de cirurgia na coluna vertebral?”

“Não!”

“Hoje existem indicações precisas para o tratamento cirúrgico da herne de disco.”

“Hoje o padrão é a ressecção dessa hérnia com base em técnicas menos invasivas.”

“Mas nos pacientes em que a irritação desse nervo só leva a dor, sem nenhuma perda de força, existe ainda espaço para as medidas conservadoras.”

“Ou seja, tratamento não cirúrgico da hérnia de disco.”

“Que envolve uma série de medicamentos, envolve fisioterapia, envolve acupultura.”

“Existem modalidades conservadoras, menos invasivas, que acabam resolvendo grande parte desses pacientes.”

“Nos casos que são mais refratários, ou seja, são rebeldes ao tratamento clínico, que, mesmo com tratamento indicado medicamentoso ou ou por meio de fisioterapia, a dor ainda fica intratável.”

“Aí sim existem métodos de analgesia mais invasivas, que também são seguras, que são os bloqueios paraespinhais.”

“Nada mais é do que colocar, por meio de injeções de forma percutânea, ou seja, por agulhas, um medicamento perto da região do nervo.”

“Com alguns medicamentos específicos, com anestésicos, antiinflamatórios locais, específicos para colocação nesse espaço da coluna vertebral e que pode levar a resolução desse processo inflamatório.”

“Se o processo inflamatório resolver e esse fragmento não pinça muito nervo, levando uma perda de força.”

“Boa parte desses doentes evoluem de forma satisfatória, resolvendo aquela dor no período mais agudo.”

“”Quando esse fragmento é grande e mesmo com essas modalidades não existe uma melhora da dor dentro de seis semanas, a literatura médica hoje já é consensual que a tratamento cirúrgico rende muitos bons resultados.”

“Hoje existem técnicas menos invasivas apenas para ressecção desse disco, sem a necessidade de ressecções ósseas ou levar uma instabilidade entre as vértebras e sendo necessário suas fixações por meio de próteses ou implantes metálicos.”

“Principalmente nos casos onde não existe uma instabilidade entre as vértebras.”

“E o que é instabilidade?”

“Quando existe um escorregamento entre as vértebras adjacentes.”

“E em algumas situações específicas, tratamentos mais complexos devem ser realizados.”

“E qual é a situação que eu deve ficar preocupado?”

“São pacientes com hérnia de disco que evoluem com perda de força progressiva.”

“Isso é indicativa que o nervo está sendo aprisionado por esse fragmento.”

“Nessas situações, que existe perda de força, o tratamento cirúrgico, principamente nos casos onde você documenta uma piora progressiva, é o tratamento de escolha.”

“E existem casos em que o fragmento é muito grande e acaba tendo uma perda de todas as a parte dos nervos abaixo do nível da herna de disco.”

“Então, isso também é indicativo de uma cirurgia mais rápida, para dar chance da recuperação neurológica.”

“Mas, de qualquer forma, se a gente pensar numa situação do dia a dia, eu diria que hoje o tratamento cirúrgico da hérnia de disco, tanto na cervical como lombar, é de de exceção.”

“Ou seja, hoje, com o tratamento conservador bem orientado, a cirurgia fica selecionada para os casos mais compllicados.”

“E também, se for necessário um procedimento cirúrgico, ele geralmente rende excelentes resultados.”

“E os pacientes que apresentam, muitas vezes, uma dor nas costas eventual, e que foi solicitada uma ressonância, e no laudo vem com uma alteração degenerativa vem com uma elevação discal, isso não é indicativo de 100% de necessidade de tratamento.”

“Hoje em dia, não raro, os pacientes apresentam essas alterações de exame de imagem como achados.”

“Então não enfatizem os achados de laudo!”

“Procure seu médico, que indicou o exame, antes de qualquer medida mais intempestiva.”

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato conosco.

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